O material colhido diretamente de asteróides pode ser usado para alimentar astronautas durante missões espaciais de longa duração. A conclusão faz parte de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Exploração da Terra e do Espaço da Western University, no Canadá.
Asteróides podem gerar biomassa comestível
- Os cientistas identificaram uma forma de produzir biomassa comestível usando micróbios e compostos orgânicos encontrados em rochas espaciais.
- O processo proposto revolucionaria as viagens espaciais de longa duração, permitindo que os astronautas dependessem de alimentos de origem local, em vez de necessitarem de grandes quantidades da Terra.
- Segundo os pesquisadores, o trabalho comprova que a mineração de asteroides é possível, mas ainda é preciso entender se o alimento resultante seria adequado para consumo humano.
- Os resultados foram descritos em um estudo publicado em Jornal Internacional de Astrobiologia.
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Descoberta pode revolucionar missões espaciais
Atualmente, a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) depende de missões de reabastecimento para satisfazer as suas necessidades alimentares. Este processo, no entanto, é considerado caro e logisticamente complicado. Por outro lado, “cultivar” no espaço, embora possível, também apresenta muitos desafios. É por isso que os pesquisadores sugerem uma fonte de alimento mais local: as rochas espaciais.
A solução requer o uso de alta temperatura para quebrar compostos orgânicos encontrados em asteróides em ambientes livres de oxigênio, um processo conhecido como pirólise. Os hidrocarbonetos resultantes poderiam então ser alimentados por micróbios que consumiriam a matéria orgânica e produziriam biomassa com valor nutricional para os seres humanos, segundo o estudo.
Os pesquisadores se concentraram nos chamados condritos carbonáceos, que contêm até 10,5% de água e quantidades substanciais de matéria orgânica. Isso inclui asteróides como Bennu, que a missão OSIRIS-REx da NASA visitou em 2018 para coletar amostras.
O estudo estima que asteróides como Bennu poderiam ser usados para produzir cerca de 50 a 6.550 toneladas métricas de biomassa comestível com calorias suficientes para alimentar os astronautas durante 600.000 a 17.000 anos. A estimativa mínima baseia-se apenas na conversão de hidrocarbonetos alifáticos em alimentos, enquanto a máxima exige que toda matéria orgânica insolúvel seja aproveitada.
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