Seca traz níveis abaixo da média aos reservatórios da Grande SP

setembro 14, 2024
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Seca traz níveis abaixo da média aos reservatórios da Grande SP


A seca que vem afetando o Brasil também vem prejudicando os reservatórios brasileiros. Entre eles, cinco dos sete conjuntos de reservatórios que abastecem a Grande São Paulo apresentam níveis abaixo da média.

Porém, vale lembrar que as bacias hidrográficas do Norte, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste também permanecem em níveis críticos.

Segundo o subinspetor da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Emerson Ribeiro Palese Inácio, muitas pessoas se acidentam porque, com menos água, as margens dos rios e represas recuam, dificultando a navegação e criando ilhas e bancos de areia, o que também dificulta difícil para quem precisa atravessar as águas.

“Acabamos ajudando muita gente, navegadores, porque as pessoas não percebem que o nível da água baixou tanto”, disse ele, para g1o subinspetor.

Barragem de Guarapiranga (foto) é uma das que está em estado mais crítico (Imagem: EUIP/Shutterstock)

Situação dos reservatórios da Grande São Paulo

  • Dos sete conjuntos de reservatórios que abastecem a região metropolitana do Estado, até esta sexta-feira (13), cinco tinham capacidade abaixo da média dos últimos cinco anos;
  • Segundo a Sabesp, são eles: Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço;
  • O sistema Cantareira, principal reservatório da região, opera atualmente com 54,8% de sua capacidade. Há um ano, ele detinha 71% e, antes, oscilava entre 31% e 49%;
  • Guarapiranga, por sua vez, está em situação mais crítica, operando com apenas 40% de sua capacidade total. Segundo visitantes do reservatório, há três meses a água estava bem mais próxima da costa.

O superintendente de Produção e Águas da Sabesp, André Gois, destaca que, após a crise hídrica que o Estado passou há dez anos, foram realizadas obras para interligar as barragens e bombear água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira.

Se tiver uma fonte com mais água que a média, posso priorizar o uso da fonte que tem mais água para economizar um pouco na fonte que tem menos água. Estávamos em 52% nos últimos cinco anos e hoje basicamente no mesmo número, na mesma data, então estamos dentro de uma certa normalidade do que se espera ao final de um período de seca.

André Gois, Superintendente de Produção e Águas da Sabesp, g1

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E o resto do Brasil?

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), além de São Paulo, as bacias hidrográficas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste também vivenciam níveis críticos de seca, classificada como grave, extrema ou excepcional. segundo dados de agosto.

A pesquisadora do Cemaden, Elisângela Broedel, afirma que regiões como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e o Estado do Paraná poderão sofrer secas mais fortes nos próximos meses. Devido ao pessimismo, especialistas aconselham a população a economizar água.

“Não estamos em condições que nos permitam desperdiçar uma única gota”, alertou Broedel.

Imagem em preto e branco da bacia hidrográfica do Rio Grande
Bacias hidrográficas de outras regiões brasileiras também sofrem com a seca (Imagem: Edmar Barros Photography/Shutterstock)





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